21 de maio de 2012 | Saúde

Acompanhamento pós-internação evita recaídas de dependentes químicos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência química é uma enfermidade incurável e progressiva, mas que pode manter-se estável através da abstinência.

homem feliz

Foto: Corbis

Para que seja possível uma pessoa permanecer por um período sem ingerir drogas, é necessário que continue o acompanhamento médico e terapêutico como forma de continuar o tratamento mesmo após o período de internação.

“É importante que o dependente químico saiba que deverá estar sempre vigilante e que a expressão ‘só por hoje’ precisa ser levada muito a sério”, explica a psicóloga e coordenadora terapêutica do Hospital Dia da Clínica Maia Prime, Ana Cristina Fraia.

Segundo números da Clínica Maia Prime, de cada 10 dependentes químicos, cerca de quatro sofrem recaídas. Isso costuma acontecer porque muitos deles não dão continuidade ao tratamento, apesar das orientações da equipe terapêutica.

“O dependente químico precisa reaprender a viver. Conhecer novos ambientes, novos amigos, procurar não fazer parte da sua antiga vida. Quando não for possível, ele precisa ter ainda mais controle, para não correr o risco de recair”, afirma a psicóloga.

O Hospital Dia da Clínica Maia Prime atende diariamente cerca de 60 pessoas já saíram sair da internação por dependência química. “É aqui que eles realmente se preparam para a reinserção na sociedade. É o que chamamo s de continuação do tratamento em regime aberto, o que pode reduzir em até 30% o índice de recaídas”, afirma a especialista.

A família tem um papel importante nessa fase de pós-internação. “É com eles que o dependente químico irá encontrar forças para superar os períodos de abstinência e continuar o tratamento”, conclui a psicóloga.

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