11 de julho de 2012 | Lazer & Bem-Estar

Serei mais feliz depois da minha cirurgia plástica?

Você acha que esta é uma pergunta simples de responder?

cirurgia plástica

Foto: Corbis

“Embora a pergunta pareça simples, esta é provavelmente uma das questões mais complicadas que escuto com frequência dos novos pacientes que desejam fazer uma cirurgia plástica. Então, a maneira que eu abordo essa questão é perguntar a mim mesmo: ‘O que pode fazer o paciente não ficar feliz com a sua cirurgia plástica?’”, diz o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

A seguir, o médico comenta os principais fatores que podem afetar a felicidade de um paciente, após a realização de uma cirurgia plástica:

01) Expectativas exageradas: um bom cirurgião plástico deve ter a habilidade de entrevistar o paciente apropriadamente durante a consulta (mesmo que o paciente pense que é ele quem está entrevistando o médico). “O tempo inicial para discutir a vontade do paciente e sua motivação para realizar a cirurgia é tempo bem gasto. Um cuidado importante que deve ser observado pelo cirurgião, antes da realização de qualquer intervenção cirúrgica, é o de esclarecer o paciente, elucidando todas as suas dúvidas. A orientação dada ao paciente é fundamental e tem como objetivo fazê-lo entender as limitações técnicas e físicas que cada paciente possui na sua individualidade”, destaca o cirurgião plástico;

02) Tempo para a cirurgia: é muito importante. “Não considero apropriado que o paciente faça uma cirurgia plástica durante um período de grandes mudanças em sua vida, como, por exemplo, ‘serei promovido, em breve’, ‘vou me casar na semana que vem’, ‘preciso estar linda para a minha formatura’… Se o paciente não tiver tempo de fazer um pós-operatório com tranquilidade, é melhor realizar um procedimento não invasivo que irá melhorar a sua aparência, sem que ele tenha que dispender muito tempo de repouso e resguardo no pós-operatório”, orienta o médico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica;

03) Excesso de informação colhida de fontes não credenciadas: Por exemplo, há diversos sites na Internet que descrevem com minúcias o que seria “um nariz perfeito”, após uma rinoplastia, ou um “rosto rejuvenescido”, após um lifting facial. “Este tipo de informação não ajuda o paciente. O que auxilia, antes da realização da plástica, é expor adequadamente seus anseios ao cirurgião plástico, para que ele possa ajudá-lo a minimizar o seu descontetamento, após a cirurgia”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado;

04) Pouco diálogo com o médico: comunicação é o cerne da questão. O que o paciente tem em mente é difícil de descrever, de tornar-se concreto? “Por exemplo, diante da afirmação ‘quero diminuir um pouco o meu nariz’. Quanto é um pouco?”, questiona o médico. Em tempos em que há muita publicidade que cria expectativas irreais, “é preciso explicar aos pacientes que não existe procedimento rápido, simples e indolor. Todas essas frases de efeito são muito boas para o comércio, mas não servem para cirurgia plástica”, conta Ruben Penteado;

05) “Mini procedimentos”: a realização de diversos “mini procedimentos” não têm a menor eficácia. A ideia vendida é que “o mini lifting e a mini lipo exigem pouco do paciente no pós-operatório. No entanto, eles não têm a menor longevidade. São, na verdade, ‘iscas’ para a realização de vários procedimentos”, conta o médico.

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