29 de maio de 2012 | Estilo de Vida

Sobrecarregadas, mulheres são as mais atingidas por doenças autoimunes

Estresse e acúmulo de funções tornam as mulheres mais propensas a enfermidades como esclerose múltipla e lúpus

tpm

Foto: Corbis

O estresse é cada vez mais um inimigo feminino. Com a correria do dia a dia e a vida atribulada, a mulher acaba convivendo com uma sobrecarga muito maior que a dos homens e dedica menos tempo à sua saúde. Uma das consequências disso é a propensão maior das mulheres a doenças autoimunes, caracterizadas, de uma maneira metafórica, pela diminuição da tolerância aos componentes do próprio organismo.

De acordo com o médico Beny Schmidt, chefe do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor adjunto de Patologia Cirúrgica da Unifesp, controlar o estresse emocional e realizar pequenas atividades que trazem felicidade e bem-estar podem ajudar não só no tratamento das doenças autoimunes, mas também na sua prevenção. “Nos tempos atuais, as mulheres continuam cuidando da casa, da família, mas também tem de trabalhar e fazer muitas outras atividades. Elas estão sobrecarregadas e seus corpos e suas mentes estão pedindo a conta desse acúmulo de funções”, afirma o especialista.

Beny Schmidt destaca a importância do apoio da família e amigos a um paciente com doenças autoimunes. “Os pacientes devem ter sempre, além da medicação, o apoio psicológico de seus cuidadores”.

Nas mulheres, como exemplo importante de doenças autoimunes que se manifestam com mais frequência estão a polimiosite, a dermatomiosite, o lúpus eritematoso e a esclerose múltipla.

A polimiosite e a dermatomiosite são doenças inflamatórias que afetam o sistema muscular e, consequentemente, dificultam a movimentação do corpo. Já o lúpus eritematoso é uma doença com causa ainda desconhecida que ataca as próprias células e tecidos do corpo, podendo acarretar problemas musculares, renais, cardíacos, sanguíneos e dermatológicos.

Por fim, a esclerose múltipla é uma das doenças autoimunes com mais números de casos. Ela atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo até quatro vezes mais em mulheres. A esclerose múltipla afeta o sistema nervoso devido à destruição das bainhas de mielina, que fazem parte da célula nervosa. Segundo Beny Schmidt, os sintomas da esclerose estão diretamente ligados à área onde há carência de mielina. “O que ocorre é uma espécie de miopia do sistema de defesa. A mielina é destruída a uma velocidade muito maior do que aquela que o organismo usa para produzi-la”, explica o patologista.

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