13 de junho de 2012 | Lazer & Bem-Estar

Contracepção cirúrgica exige muita reflexão

Especialista explica os cuidados que devem ser tomados na hora de definir pela contracepção cirúrgica

grávida - dor nas costas

Foto: Corbis

Motivados pelo crescimento da população mundial e pelo desejo de milhares de casais em controlar o número de filhos, especialistas de todo o planeta passaram a desenvolver, com mais frequência a partir da segunda metade do século 20, inúmeros tipos de métodos contraceptivos. Com diferentes estruturas e formas de atuação no organismo, esses métodos se popularizaram e ficaram mais acessíveis para grande parte da população.

“Os métodos contraceptivos podem ser divididos em comportamentais, de barreira, dispositivo intrauterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A escolha por um desses métodos deve ser personalizada, levando em consideração inúmeros fatores que serão analisados por um especialista”, explica o ginecologista André de Paula Branco.

Mesmo com todos os benefícios, alguns destes métodos ainda geram polêmica e exigem muita reflexão, como nos casos de contracepção cirúrgica, isto é, laqueadura nas mulheres e vasectomia nos homens. “Em virtude do grande índice de arrependimentos, a primeira contraindicação do método é a falta de certeza por parte do casal sobre o fim da fertilidade. Embora exista uma possibilidade de reversão, essa chance é pequena e deve-se encarar esse método como irreversível”, detalha Dr. André.

Os métodos de contracepção cirúrgica exigem tanta preocupação que eles são regulamentados e só podem ser realizados legalmente se seguirem algumas determinações. No Brasil, tais métodos só podem ser aplicados em pessoas com capacidade civil plena e com mais de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, visando desencorajar a esterilização precoce. “Ainda é proibida a esterilização cirúrgica durante o parto ou aborto, salvo situações de extremo risco à mãe, fato que deve ser documentado e assinado por, pelo menos, dois médicos”, conta o especialista.

Além disso, o ginecologista André de Paula Branco sugere os métodos hormonais como os mais tranquilos e que oferecem resultados muito satisfatórios, superando os métodos comportamentais, como a tabelinha e o coito interrompido, e os métodos de barreira, entre eles os preservativos e o diafragma. “A eficiência dos métodos hormonais depende muito da paciente, pois mulheres que engravidaram usando contraceptivos acabaram, em sua grande maioria, esquecendo-se de tomar um comprimido ou atrasaram a aplicação do método injetável”, completa.

Leia mais em: ,
Comente!

  •  

Confira
Newsletter

Cadastre-se abaixo e receba os artigos do site em seu e-mail!

Últimas atualizações
Quem Somos | Fale Conosco | Política de Privacidade | Criação de sites
Vida e Equilíbrio | (11) 5539-7227 | Av. Gen. Ataliba Leonel, 93 - Conjunto 94 - 02033-000 - São Paulo (SP) 2nd