31 de maio de 2012 | Lazer & Bem-Estar

Equoterapia auxilia no tratamento dos distúrbios alimentares

Relacionamento com o cavalo permite retomada do prazer pelo próprio corpo

andando a cavalo - equoterapia

Foto: Corbis

A equoterapia é uma atividade que atua na parte física e emocional de todos que a praticam, a fim de conseguir resultados mais rápidos no tratamento dos distúrbios alimentares. Em geral, pessoas com esta patologia apresentam ansiedade, insegurança, não aceitação, baixa autoestima, que acabam sendo depositadas na alimentação. E o quadro se torna ainda pior com as mudanças corporais, pois há um aumento destes sentimentos.

“Os exercícios em cima do cavalo vão atuar no controle e, em alguns casos, normalização desses sintomas, fazendo com que o praticante comece a se gostar mais e não deixe de se alimentar corretamente devido aos problemas emocionais”, explica a fisioterapeuta Letícia Junqueira.

Entre os principais distúrbios alimentares está a anorexia, a bulimia, o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) por alimentos, transtorno de ruminação e a síndrome de Prader-Willi.

O praticante P.M., de 5 anos, tem a síndrome de Prader-Willi e faz equoterapia há quase um ano. Entre os sintomas da doença está a necessidade involuntária de comer constantemente – o que normalmente gera outros problemas de saúde, como obesidade e problemas cardíacos -, retardo mental e transtornos de aprendizagem.

“Desde que iniciou a terapia com cavalos, P.M., que antes não se relacionava com outras crianças, evolui bastante na parte comportamental, está mais calmo e passou a ir à escola. Em um mês de tratamento, ele perdeu 8 quilos e diminuiu acentuadamente a compulsão alimentar e, com a equoterapia, tem conseguido manter seu peso”, conta a fisioterapeuta.

No momento em que o praticante se relaciona com o cavalo e realiza os exercícios propostos, há um aumento no nível de serotonina, neurotransmissor responsável pela felicidade, que faz com que a pessoa melhore a autoestima, se aceite e passe a se valorizar mais, ajudando na diminuição dos distúrbios alimentares.

Os resultados variam conforme o estado psicológico do praticante e do tipo de distúrbio que ele possui. Em quadros iniciais, é possível obter melhoras em apenas dez sessões. Já em casos mais graves, o tempo pode ser maior.

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