9 de abril de 2012 | Saúde

Os jovens também têm câncer

Estudos indicam que o câncer em jovens é detectado já em estágio avançado

garotas jovens

Foto: Corbis

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a principal causa de morte por doença na faixa etária entre 1 e 19 anos é o câncer. O câncer de mama, por exemplo, está atingindo quatro vezes mais mulheres jovens que no passado, como mostrou um estudo realizado pelo Hospital do Câncer A. C. Camargo, em São Paulo. O Banco de Dados do Ministério da Saúde também indica um aumento de 9,8% desse tipo de neoplasia na faixa-etária entre 24 e 34 anos. O Dia Mundial da Juventude, comemorado 30 março, colocou em foco essas questões e diversas outras ligadas ao câncer em jovens, como os hábitos alimentares de risco e a demora na detecção do tumor.

Mesmo entre os mais jovens, quanto maior a faixa etária, maiores as chances de desenvolver a doença. Levando em consideração o período entre os 5 e 18 anos, os tumores são mais comuns a partir dos 10 anos de idade, com 6,8% das mortes atribuídas a neoplasias, segundo o INCA. Ainda segundo o Instituto, abaixo dessa idade o câncer é responsável por 2,1% dos óbitos. “Em geral, quanto mais jovem o indivíduo, melhor o funcionamento do organismo como um todo, inclusive o processo de multiplicação das células, que está diretamente relacionado à incidência de tumores”, explica Dr. Amândio Soares, diretor da Oncomed BH.

“O perigo é acreditar que não existem exceções à ideia de que câncer é doença de gente mais velha”, conta Dr. Amândio. Diversos estudos, inclusive internacionais, apontam a demora para o diagnóstico de neoplasias em jovens, principalmente adolescentes, com menor adesão ao tratamento e baixas taxas de cura. Existe ainda a hipótese de que os sintomas de alguns tipos de câncer são confundidos pelos adolescentes com outras doenças comuns entre jovens, o que faz com eles, e a própria família, demorem a procurar atendimento médico.

Alimentação

De acordo com o Inca, jovens entre 18 e 24 anos preferem alimentos como hambúrguer, cachorro-quente, batata frita, entre outros, que incluem fatores de risco e praticamente não apresentam nenhum fator protetor. A tendência se observa não só nos hábitos alimentares das classes sociais mais abastadas, mas também nas menos favorecidas. Segundo o Instituto, 42,1% dos brasileiros nessa idade tomam refrigerantes quase todos os dias. Apesar de o mercado oferecer cada vez mais versões com menos açúcar, como os diet e os light , somente 15% dos brasileiros optam por eles. “Para reduzir as chances de desenvolver câncer é importante priorizar frutas, verduras e legumes, evitando alimentos gordurosos, salgados e enlatados”, orienta o médico.

Os maus-hábitos alimentares começam na infância e tendem a seguir ao longo dos anos. “Já é de conhecimento da ciência que o tempo de exposição dos indivíduos aos fatores de risco está diretamente relacionado às chances de desenvolvimento de neoplasias”, afirma Amândio. Quanto mais tempo uma pessoa fuma, cultiva hábitos alimentares de risco, fica exposta ao sol sem proteção, faz uso de bebidas alcoólicas, entre outros, maiores as chances de ter câncer no futuro. “Em grande parte dos casos, os hábitos cultivados durante a juventude são responsáveis pelo câncer que surge após os 50 anos”, finaliza o médico.

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